sexta-feira, 12 de agosto de 2011

A geração DJ de rua!

Situação: Você, mulher, está andando pelas ruas de Sampa. À frente vê váaaaarios homens aglomerados (Sim, aglomerados!) só esperando você passar e jogar AQUELA cantada típica de se ouvir em canteiros de obras! Mas antes, beeeeem antes de conseguir ouvir qualquer coisa que faça seu ouvido ecoar por 20 horas aquelas palavras meladas de tanto testosteora de macho alpha, você escuta aquele ser (Meus Deus, não me faça perder a linha!) abominável macho das trevas ao qual carinhosamente chamo de “DJ de Rua”, com seu celular “xingui lingui” comprado em plena 25 de Março, num sábado de muito calor, tocando algo que deveria SER uma música...Mas NÃO é! Você pensa: “Que maravilha, não?! Agora a cantada vem com trilha sonora!!!” E o que você escutará não é nada parecido com Frank Sinatra ou Bee Gees. O repertório é algo mais cultural, com letras e batidas ao qual faria apenas um hipopótamo fêmea saculejar e cantar em alto e bom som aquilo que se diz ser música!
Você passa e o mundo (digo, a peãozada) pára! Todos olham para você e a única coisa que você, infelizmente, ainda consegue ouvir é a batida ao fundo, com aquela “letra” composta de apenas um refrão (Peraí, de novo: UUUUUM REFRÃO!) que parece berrar no seu ouvido: “Dança cachorra!”. Um entre os machos se destaca e manda aquela: “Que que é isso?! Com uma mulher dessa e um pacote de bolacha, passo o mês!”. Sim, minhas companheiras, esse é o fim! A feminilidade, as horas em shoppings, manicure, pedicure, drenagem linfática, academia, e o caramba a quatro passa a não fazer sentido! É o momento de refletir sobre a vida, é o momento de largar tudo, virar hippie e se alimentar só de sol!
Mas aí vem a pergunta: O que faz um macho (reparem que não usei a palavra homem!) achar que mandando uma cantada dessas, ao som de “Tá tarada, tá tarada...” faria uma mulher olhar e dar alguma liga para esse ser, hein????? Me digam!!! Isso mesmo, amigas: NENHUMA CHANCE!
Por isso da importância de um Ipad! Bendito seja louvado o criador do fone de ouvido! Infelizmente nem todas tem um à mão em momentos de apuros como esses. Mas, tudo certo...a vida continua! E  como não há mais palavras para expressar minha indignação diante desse fato lamentável, e pedindo clemência aos inventores de funk e afins deste país...Deixo só o meu lamento:
 Agora foi...Deu!